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Arinto
 

Origem
Conhecida por Pedernã na região de Entre-Douro e Minho.

O coeficiente de variação genotípica do rendimento (CVG de 32,28) permite considerá-la geneticamente heterogénea e concluir da sua cultura desde um passado longíquo nas respectivas regiões vitícolas, onde terá um certo tradicionalismo. Segundo as análises de genética quantitativa já realizadas, as sub-populações cultivadas nas regiões do Oeste, Ribatejo, Vinhos Verdes, Bairrada e Lafões são distintas, quanto à variabilidade do rendimento e quanto ao valor da média. Na região do Oeste localiza-se a maior variabilidade genotípica do rendimento (CVG de 35,09) e a média de rendimento inferior (1,07 kg/cepa), existindo a maior homogeneidade genética (CVG de 14,69) na sub-população de Lafões.
Este resultado constitui uma sugestão no sentido de que a casta se estabeleceu e seguiu um percurso evolutivo mais longo na região do Oeste, tendo-se expandido depois para as suas restantes regiões de cultura. As sub-populações do Ribatejo (CVG de 29,93), Vinhos Verdes (CVG de 25,89)e Bairrada (CVG de 22,11)aparecem-nos, respectivamente, com indicadores de variabilidade inferiores comparativamente aos verificados no Oeste. Na sub-população de Lafões a maior homogeneidade genética torna-se notória, sugerindo que nesta região a casta terá sido introduzida num passado recente. É de salientar que, apesar de terem menor variabilidade, as regiões de Lafões e da Bairrada têm uma média de rendimento superior (1,55 kg/cepa e 1,61 kg/cepa, respectivamente) e a amplitude de variação da produção indica mesmo que nelas estão os melhores clones em termos desta característica.
Gonçalves, Elsa M.F., 1996. Variabilidade Genética de Castas Antigas de Videira, 76p. Relatório de Fim de Curso, I.S.A., Lisboa.

Morfologia
Extremidade do ramo jovem aberta, com orla carmim fraca, forte densidade de pêlos prostrados.
Folha jovem verde com placas acobreadas, página inferior com forte densidade de pêlos prostrados.
Flor hermafrodita
Pâmpano com estrias avermelhadas na face dorsal dos nós e entre-nós, gomos verdes.
Folha adulta grande, pentagonal, sub-trilobada; limbo verde claro, irregular, medianamente empolado, com enrugamento, página inferior aveludada, com média densidade de pêlos prostrados e forte de pêlos erectos; dentes curtos e convexos; seio peciolar fechado, em V.
Cacho grande, cónico com várias asas, compacto, pedúnculo de comprimento médio.
Bago elíptico-curto, pequeno e verde-amarelado; película medianamente espessa, polpa mole.
Sarmento castanho escuro.

Comportamento
Abrolhamento: Tardio, 9 dias após a ‘Fernão Pires’.
Floração: Época média, 5 dias após a ‘Fernão Pires’.
Pintor: Tardio, 16 dias após a ‘Fernão Pires’.
Maturação: Tardia, duas semanas após ‘Fernão Pires’.
Porte erecto. Sensível à escoriose e à cigarrinha verde..
Pouco sensível ao desavinho.
Vigorosa e, ainda que os cachos sejam grandes, produção baixa, dando poucos cachos grandes por cepa, melhorando com poda longa.
A maturação tardia origina uma colheita normalmente afectada pela podridão.
Adapta-se com facilidade a todos os terrenos, manifestando alguma exigência em humidade.
Sensível à podridão.

É uma casta muito vigorosa de porte erecto que assume duma forma geral e em função da fertilidade do terreno, do porta-enxerto e da nutrição, grande expressão vegetativa .
Possui média a baixa fertilidade dos gomos da base e assim requer poda mista ou longa. Quando sujeita a poda curta, em solos férteis, assume um comportamento “rebelde” originando lançamentos com vários metros de comprimento, nem sempre abrolhando todos os gomos e revelando grande dominância apical. Neste caso a produção desequilibra-se em favor da vegetação, com consequente diminuição do rendimento.
É uma casta que, com poda curta ou mista e fertilizações equilibradas (devem conter-se em níveis baixos as aplicações de azoto), produz satisfatoriamente em termos médios 6-9 ton/ha, apesar de produzir poucos cachos e estes serem de bago miúdo. Estas características acentuam-se com a utilização de material vegetativo proveniente da Seleccção Massal de Clones (poliC).
Embora seja uma casta com boa adaptação a solos frescos, noutras situações mais áridas não revela especial sensibilidade ao stress-hídrico.
É medianamente sensível às doenças e pragas que mais vulgarmente parasitam a vinha, havendo todavia necessidade de dispensar vigilância regular às incidências de escoriose oídio e podridões.
Como é norma, devem evitar-se as grandes feridas na poda, as quais nesta casta podem ser mais frequentes e desencadearem perigosos ataques de doenças do lenho. No conjunto das castas brancas parece ser das mais sensíveis.
Por vezes é notória a sensibilidade à cigarrinha verde
Exige uma monitorização rigorosa da 2ª e 3ª geração da traça, coadjuvada com tratamentos eficazes.
CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G. Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE VITIVINICULTURA

Potencial
Muito cultivada em todo o País, desde o Douro ao Alentejo. É a principal casta de Bucelas. Produz mostos ácidos e vinhos agradáveis, de boa qualidade, que acompanham bem pratos de peixe. É devido à sua acidez que também é cultivada na região dos Vinhos Verdes.
O vinho extreme, ou o Bucelas onde predomina esta casta, é de uma compleição excelente.
Às vezes sai um pouco alcoólico, devido a uma errada compreensão do que deve ser o vinho branco, levando-o, por uma vindima tardia ou por desnecessária aguardentação, a um grau alcoólico elevado.
O fabrico deve ser dirigido, desde o começo, no sentido de melhor aproveitar os grandes recursos desta casta, que é uma das mais finas e apropriadas para a formação de vinhos brancos de pasto delicados e aromáticos, sem os deixar perdidos sob a impressão de uma nota alcoólica exagerada que justamente não deixa sobressair as suas qualidades de graça, frescura e perfume.
Nas encostas arejadas e com boa exposição solar, o Arinto atinge facilmente um teor alcoólico de 11 a 12 graus e uma boa acidez fixa. É deste equilibrio entre o álcool e a acidez por um lado, e os aromas primários intensamente frutados e citrinos, que faz com que os vinhos desta casta se distingam dos restantes. Estes vinhos apresentam um grande potencial de envelhecimento, tendo uma evolução interessante no seu primeiro ano de vida, conservando essa complexidade aromática durante dois ou três anos, o que muito os caracteriza.
Na prova, os vinhos de Arinto são muito frescos, devido à acidez natural, e aromaticamente muito intensos. É talvez das poucas castas brancas portuguesass com personalidade forte o que origina, só por si, vinhos equilibrados e característicos.
A clarificação dos vinhos é um pouco demorada.

A casta Arinto revela particularidades acentuadas quanto aos vinhos que origina . Na realidade os seus mostos apresentam valores muito elevados em ácidos orgânicos - acidez total 6-12 g/l - e satisfatória riqueza em açúcar - alcoól. Prov. 11 a 12,5 %V / V -.
Os vinhos evidenciam características aromáticas particulares sendo muito finos e medianamente intensos; quanto ao sabor são frescos, vivos e persistentes.
CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G. Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE VITIVINICULTURA

Selecção
Possui clones certificados.
Características dos clones, obtidas nas condições dos ensaios de selecção.

Arinto B, clone 36 EAN:
Muito bom rendimento, teor alcoólico bom e acidez total média. Bom resultado na microvinificação.

Arinto B, clone 37 EAN:
Rendimento médio, muito bom teor alcoólico e acidez total inferior à média. Bom resultado na microvinificação.

Arinto B, clone 38 EAN:
Rendimento abaixo da média, muito bom teor alcoólico e teor de acidez total médio. Bom resultado na microvinificação.

Arinto B, clone 39 EAN:
Rendimento excelente, muito bom teor alcoólico e acidez total média. Bom resultado na microvinificação.

Arinto B, clone 40 EAN:
Rendimento médio, com teor alcoólico muito bom e teor de acidez total baixo. Muito bom resultado na microvinificação.

Fonte: www.iniap.pt
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