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Jaen

fonte: Estação Vitivinícola da Bairrada-DRAPCentro


Origem
Cultivada na região de Bierzo (Espanha) com o nome de Mencía.
Os indicadores de variabilidade do rendimento, obtidos no âmbito dos trabalhos de selecção, na população de Nelas (CVG de 7,15), constituída apenas por clones do Dão, eram baixos, apontando para um estabelecimento bastante recente da casta na região de cultura prospectada. Nestas condições os resultados apontavam no sentido de que a população de Jaen estabelecidano Dão é de formação recente.
Não eram conhecidas, até há pouco, quaisquer relações sinonímicas com outras castas nacionais ou estrangeiras, mas os indicadores de variabilidade genética do rendimento eram incompatíveis com o estabelecimento longíquo da casta na região. A hipótese de ter sido importada do estrangeiro num passado recente tornou-se a única plausível, reforçada pela circunstância de, em textos anteriores ao início do século, não aparecer referenciada nas regiões vitícolas portuguesas. Nestas circunstâncias, foi procurada sistematicamente em Espanha tendo sido encontrada, em 1994, na região de Bierzo, na comunidade de Castilla-León, próximo da Galiza, onde é designada por Tinta Mencia.
Foi iniciada uma selecção baseada em clones prospectados no Dão e em Espanha, e instalado um campo de ensaio em Magualde. O coeficiente de variação genotípica do rendimento, na população de Magualde (CVG de 20,97), sofreu um acentuado aumento, permitindo considerá--la com um nível relativamente elevado de variabilidade genética.
Assim, esta casta não é exclusiva da região do Dão, mas cultiva-se também no noroeste de Espanha, na Galiza e na comunidade de Castilla-León, onde é a base dos vinhos tintos da denominação de origem “Bierzo”.
Gonçalves, Elsa M.F., 1996. Variabilidade Genética de Castas Antigas de Videira, 76p. Relatório de Fim de Curso, I.S.A., Lisboa.

Segundo o Ministério de Fomento Espanhol (1911) foi introduzida nas Astúrias depois da filoxera, encontrando-se amplamente expandida nas regiões limítrofes. Santos-Solla (1992) afirma que chegou à comarca de Barco de Valdeorras (Ourense) antes da invasão filoxérica e que em 1880 e 1884 já se cultivava na província de Lugo. Sobre esta variedade há muita controvérsia, tanto sobre a sua misteriosa origem (antes da filoxera não aparece citada em nenhum sítio), como pela sinonímia que se lhe atribui ao identificá-la com a ‘Cabernet Franc’ (Santos-Solla, 1992), o que é rotundamente falso. Devemos ainda acrescentar que há muitas opiniões coincidentes sobre a existência de várias ‘Mencías’ (Mencía, Menciona, Mencís pata de perdiz,…), algumas das quais tivemos oportunidade de ver e onde podemos comprovar que efectivamente se observam diferenças claras entre umas e outras, sobretudo ao nível do cacho.

Comenge (1942) inclui-a na Secção I (foliis lobatis sinuatis nudis), Gens X. Vivaceae (Clan X. Jamì); dá-lhe o nome de Exilis ou Mencía e descreve-a como tendo sarmentos blanquecinos. Folhas como a Garnacha. Cachos relativamente tochados, cilíndricos e alados; raquis verde com ligeiro violeta, comprimido (pequeno); pedúnculos curtos, …

Martínez, M.C., J.E. Pérez, 1999. La vid en el occidente del principado de Asturias. Description ampelográfica de las variedades. 101p. Consejo Superior de Investigaciones Científicas, Madrid.

Cultivada na região de Bierzo (Espanha) com o nome de Mencía.

Morfologia
Extremidade do ramo jovem aberta, com carmim generalizado e fraco, nula densidade de pêlos prostrados.
Folha jovem verde, página inferior glabra.
Flor hermafrodita.
Pâmpano verde, com gomos verdes.
Folha adulta pequena, pentagonal, com cinco lóbulos; limbo verde médio, irregular, liso, página inferior glabra; dentes médios e convexos; seio peciolar aberto, com a base em V, seios laterais abertos em V.
Cacho médio, cónico, compacto, pedúnculo de comprimento médio.
Bago arredondado, médio e negro-azul; película medianamente espessa, polpa mole.
Sarmento castanho amarelado a escuro.
Comportamento

Abrolhamento: Época média, 9 dias após a ‘Castelão’.
Floração: Época média, 7 dias após a ‘Castelão’.
Pintor: Precoce, 5 dias antes da ‘Castelão’.
Maturação: Época média, em simultâneo com a ‘Castelão’, apresentando baixos teores de acidez.
Porte semi-erecto. Vigor médio. Boa produtividade e regular.
Pouco sensível ao desavinho e ao stress hídrico.
Muito sensível ao míldio, ao oídio e à podridão.

Potencial
O grau alcoólico e a cor do vinho são médios, enquanto a acidez é normalmente fraca.

Selecção
Possui clones certificados*.

Jaen T, clone 91 ISA:
Bom rendimento, boa estabilidade ambiental, com excelente teor alcoólico e de antocianas, e acidez total acima da média. Apreciação global do vinho de ‘muito bom’.

Jaen T, clone 92 ISA:
Bom rendimento, teor alcoólico intermédio, excelente teor de antocianas. Apreciação global do vinho de ‘muito bom’.
 
Jaen T, clone 93 ISA:
Bom rendimento, com muito bom teor alcoólico e acidez total ligeiramente abaixo da média. Excelente teor em antocianas. Apreciação global do vinho de ‘muito bom’.
 
Jaen T, clone 94 ISA:
Excelente rendimento, boa estabilidade ambiental, com teor alcoólico abaixo da média e com excelente teor de antocianas. Apreciação global do vinho de ‘muito bom’.

Jaen T, clone 95 ISA:
Excelente rendimento e estabilidade ambiental, teor alcoólico intermédio, muito bom teor de acidez total e bom teor de antocianas. Apreciação global do vinho de ‘bom’.

Jaen T, clone 96 ISA:
Bom rendimento, com muito bom teor alcoólico e boa acidez total. Bom teor em antocianas. Apreciação global do vinho de ‘muito bom’.

Jaen T, clone 97 ISA:
Excelente rendimento e grande estabilidade ambiental, teor alcoólico relativamente baixo, mas com excelente teor de acidez total e bom teor de antocianas. Apreciação global do vinho de ‘bom’. 

*Dados referentes às condições dos ensaios.

Fonte: www.iniap.pt
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