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Touriga-Nacional
 

Origem
A heterogeneidade genética de todas as características qualitativas estudadas é maior, tal como acontece com o rendimento, nos clones provenientes do Dão, embora essa diferença de variabilidade não seja muito relevante. De facto, grau álcool provável, acidez total do mosto e pH demonstram ter maior variabilidade nesta região. Noutras características como polifenóis totais, antocianas, tonalidade e intensidade, onde a variabilidade genética já é mais acentuada, a heterogeneidade genética também é mais acentuada na região do Dão. O mesmo acontece quando é analisada a variabilidade genética do peso e volume dos bagos.
A hipótese de ser originária de Tourigo, na região do Dão, sai reforçada com as análises de variabilidade genética efectuadas sobre as características quantitativas e qualitativas acima mencionadas. O Dão possui sempre, em todas as características avaliadas, maior variabilidade que o Douro, embora a diferença não seja muito acentuada, possivelmente devido às razões já enunciadas de proximidade entre as duas regiões.
Gonçalves, Elsa M.F., 1996. Variabilidade Genética de Castas Antigas de Videira, 76p. Relatório de Fim de Curso, I.S.A., Lisboa.

Morfologia
Extremidade do ramo jovem aberta, com orla carmim e média densidade de pêlos prostrados.
Folha jovem verde com tons acobreados, página inferior com média densidade de pêlos prostrados.
Flor: Hermafrodita
Pâmpano estriado de vermelho, com gomos ligeiramente avermelhados.
Folha adulta pequena, pentagonal, com cinco lóbulos; limbo verde médio, plano e bolhoso; página inferior com média densidade de pêlos prostrados e de pêlos erectos; dentes curtos e rectilíneos; seio peciolar aberto, em V, seios laterais abertos, com base em U.
Cacho pequeno, cilindro-cónico, medianamente compacto, pedúnculo de comprimento médio.
Bago ligeiramente achatado, médio e negro-azul; película de espessura média, polpa mole.
Sarmento castanho escuro.

Comportamento
Abrolhamento: Precoce, 2 dias após a ‘Castelão’.
Floração: Precoce, em simultâneo com a ‘Castelão’.
Pintor: Época média, 2 dias após a ‘Castelão’.
Maturação: Época média, uma semana após a ‘Castelão’.
Casta muito fértil, embora possa ser pouco produtiva (1kg/cepa). A baixa produtividade deve-se à sensibilidade às condições ambientais, pois durante a fecundação um mau arejamento da flor provoca, com muita facilidade, desavinho.
Muito vigorosa, de porte prostrado, exigindo em vinhas aramadas que o segundo arame fique próximo (cerca de 25cm) do primeiro, para evitar a queda dos pâmpanos. Durante a floração a zona dos cachos deve permenecer bem arejada, com os lançamentos bem levantados e não se deve despontar, para evitar uma emissão acentuada de netas que irão “fechar” a planta.

Casta vigorosa com tendência para fazer abrolhar muitos gomos secundários e latentes e assim formar muitas netas que adensam a copa – por vezes perigosamente na zona da frutificação. Convêm-lhe porta-enxertos de baixo ou médio vigor.
Porte muito retombante o que aconselha um sistema de suporte com arames duplos móveis e o encaminhamento frequente e precoce da vegetação, em simultâneo com podas em verde dos lançamentos parasitas.
Permite poda curta em cordão royat (unilateral ou bilateral) sendo que os talões não devem ser demasiado curtos – pelo menos 3 gomos incluindo o da coroa.
A Touriga Nacional é uma casta muito exigente quanto à forma de ser conduzida e na ausência de alguns preceitos culturais como excesso de vigor e copas muito densas pode ser sujeita a intenso desavinho, sobretudo se o clima decorrer frio e húmido durante a floração.
No tocante ao rendimento e em resultado da selecção clonal, a Touriga Nacional revela hoje uma produtividade aceitável – em termos médios, situada entre 5 a 8 ton/ha
Embora revele boa adaptação a grande diversidade de solos, os terrenos férteis e frescos no Verão são-lhe pouco favoráveis em vista da qualidade . Pelo contrário, é satisfatoriamente rústica, suportando alguma carência hídrica no Verão, excepto nos solos delgados onde pode sofrer esfoliações intensas.
A Touriga Nacional não revela especial sensibilidade ao conjunto das doenças e pragas mais habituais. A forma de condução e o vigor podem, no entanto, condicionar a sensibilidade às doenças e pragas.
Verifica-se, no entanto, uma nítida sensibilidade à escoriose.
CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G. Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE VITIVINICULTURA

Variedade de porte retombante, vigorosa e com grande tendência ao desenvolvimento de netas. O entrenó é de tamanho médio e é regular. Apresenta gavinhas fortes e abundantes.
O abrolhamento é médio.
Apresenta uma elevada fertilidade, mesmo nos gomos basais. É muito susceptível ao desavinho. O seu nível de produção é médio a elevado, quando se utilizam materiais seleccionados e conduções adequadas, caso contrário ele é baixo.
Adapta-se a qualquer tipo de poda. A vara é de dureza média. A condução da sebe é difícil.
É bastante resistente ao míldio, oídio, podridão cinzenta, cigarrinha e traça, mas é susceptível à escoriose. É medianamente susceptível a carências de magnésio.
É susceptível ao stress hídrico, perdendo frequentemente as folhas nestas condições.
O cacho é pequeno a médio, ligeiramente compacto, com o pé muito lenhificado. O bago é pequeno, de película rija e difícil de destacar e tem bastantes grainhas, de natureza herbácea.
A maturação é média a precoce.

CONTRIBUIÇÃO DO CENTRO DE ESTUDOS VITIVINÍCOLAS DO DÃO. DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA E PESCAS DO CENTRO. Vanda Pedroso.

Potencial
Mostos com teores de álcool provável e acidez médios.
Considerada a melhor casta para elaborar o vinho do Porto tinto.
Dá excelentes vinhos, carregados de côr, muito aromáticos, adstringentes, com frutado intenso. São vinhos de guarda, exigentes em tecnologia que possa torná-los bebíveis ao fim de poucos anos. De melhor envelhecimento que a Touriga Franca.

É uma casta consistente em termos da qualidade dos vinhos que origina, um pouco por todas as regiões vitícolas nacionais e ao longo dos anos.
É capaz de produzir vinhos elementares da mais alta qualidade, sendo alcoólicos, ricos em substâncias fenólicas – com aromas finos, complexos e muitas vezes florais (violetas).
CONTRIBUIÇÃO DA DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA DO RIBATEJO E OESTE (DRARO). Luís E. Carvalho; Kátia G. Teixeira; João Melícias Duarte, Delfim Madeira. DIVISÃO DE VITIVINICULTURA

Os mostos apresentam um teor alcoólico provável muito elevado e acidez elevada, muito equilibrados.
Dá vinhos de cor retinta intensa, com tonalidades violáceas quando novos. O aroma é igualmente intenso a frutos pretos muito maduros, com algo de selvagem, silvestre (amoras, rosmaninho, alfazema, caruma, esteva, etc.). Na boca apresenta-se cheio, encorpado, persistente, robusto, taninoso, muito frutado quando jovem. Possui elevado potencial para envelhecimentos prolongados, adquirindo nessa altura, uma elegância, um aroma e sabor aveludado inconfundíveis. Quando estagiado em madeira nova de carvalho de qualidade, a sua evolução é mais rápida, transmitindo-lhe maior complexidade, embora continue a patentear sempre, o "toque" original da casta.
CONTRIBUIÇÃO DO CENTRO DE ESTUDOS VITIVINÍCOLAS DO DÃO. DIRECÇÃO REGIONAL DE AGRICULTURA E PESCAS DO CENTRO. Vanda Pedroso

Selecção
Possui clones certificados.
Características dos clones, obtidos nas condições dos ensaios de selecção.

Touriga Nacional T, clone 17 ISA:
Rendimento médio, com teor alcoólico elevado e acidez total média. Excelente adaptação ambiental. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de muito bom.

Touriga Nacional T, clone 18 ISA:
Excelente rendimento, com teor alcoólico médio e acidez total média. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de muito bom.
 
Touriga Nacional T, clone 19 ISA:
Muito bom rendimento, com bom teor alcoólico e acidez total média. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de bom.

Touriga Nacional T, clone 20 ISA:
Bom rendimento e acidez total média. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de muito bom.

Touriga Nacional T, clone 21 ISA:
Rendimento médio, com excelente teor alcoólico e boa acidez total. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de muito bom.

Touriga Nacional T, clone 22 ISA:
Excelente rendimento, com teor alcoólico médio e boa acidez total. Boa estabilidade ambiental. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de bom.

Touriga Nacional T, clone 23 ISA:
Rendimento médio, com teor alcoólico médio e acidez total média. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de muito bom.
 
Fonte: www.iniap.pt
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